ISO 668 e ISO 6346 — tamanhos de contêineres e códigos de identificação

A ISO 668 define os tamanhos; a ISO 6346 define as marcações. Como ler o prefixo do proprietário, o dígito verificador e o código de tamanho e tipo na porta de qualquer contêiner marítimo.


01 / NORMAS ISO

ISO 668: a série de tamanhos

A ISO 668 é a norma que faz a conteinerização funcionar. Ela fixa as dimensões externas e a massa bruta máxima dos contêineres de carga, para que um contêiner fabricado em qualquer lugar sirva num navio, num chassi e num guindaste fabricados em qualquer outro.

O que ela padroniza é o exterior, não o interior. Comprimento, largura e altura externos são fixos; as dimensões internas variam com a construção das paredes e do piso de cada contêiner, e é por isso que dois contêineres com dimensões externas idênticas podem ter volumes internos diferentes.

Esta é a coisa mais útil a entender sobre especificações de contêineres: o exterior é padronizado e o interior não é. Planeje uma carga com base nos valores internos, e obtenha os valores internos do contêiner que você está de fato comprando.

Extremidade das portas de um contêiner de vinte pés para carga seca mostrando as marcações pintadas com estêncil
02 / NORMAS ISO

ISO 6346: prefixo do proprietário e número de série

A ISO 6346 rege as marcações. Todo contêiner traz uma identificação de exatamente onze caracteres, e ela é montada da mesma forma em todo lugar.

Quatro letras. As três primeiras são o prefixo do proprietário, atribuído ao proprietário ou operador do contêiner. A quarta é o identificador de categoria — U para contêiner de carga, que é o que quase todos são.

Seis dígitos. O número de série, atribuído pelo proprietário.

Um dígito. O dígito verificador, calculado a partir dos dez caracteres que o precedem.

Essa é a sequência que você informa quando fala de um contêiner específico, e é o que aparece em todos os documentos que acompanham esse contêiner.

03 / NORMAS ISO

Como ler o código de tamanho e tipo

Separadamente da identificação, um contêiner traz, com quatro caracteres, um código de tamanho e tipo.

O primeiro caractere é o comprimento, o segundo é a altura e a largura, e os dois últimos descrevem o tipo. Quem conhece o padrão consegue ler qualquer contêiner pela porta: 22G1 é um contêiner Dry (uso geral) de 20 pés com altura padrão, 42G1 é o equivalente de 40 pés, 45G1 é um high cube de 40 pés.

A abreviação comercial — 20GP, 40GP, 40HC — corresponde a esses códigos e é o que a maioria das pessoas realmente usa na correspondência. As duas formas estão corretas; o código ISO é o que aparece no contêiner.

04 / NORMAS ISO

O dígito verificador e por que ele falha

O dígito verificador é um cálculo de módulo sobre as quatro letras e os seis dígitos. Cada caractere é convertido num valor, ponderado pela sua posição, somado e reduzido.

A finalidade dele é pegar erros de transcrição, e ele pega. Um número que não passa na verificação quase sempre foi digitado errado em algum ponto entre o pátio e a papelada — um par de dígitos invertido, ou uma letra lida errado numa porta desgastada.

Duas consequências práticas. Se um número de contêiner não passa na validação do seu sistema, o contêiner não é falso; alguém digitou errado. E vale a pena validar os números no momento em que são lançados, em vez de descobrir o problema quando um conhecimento de embarque não bate com uma declaração aduaneira.

05 / NORMAS ISO

Onde entra a placa CSC

A placa CSC — a placa de aprovação de segurança exigida pela Convenção Internacional sobre a Segurança dos Contêineres — é uma coisa separada das duas normas acima, e os compradores costumam confundi-las.

A ISO 668 e a ISO 6346 são normas dimensionais e de identificação: dizem que tamanho o contêiner tem e como ele se chama. A placa CSC é uma aprovação de segurança: certifica que o contêiner foi fabricado ou examinado segundo uma norma que o torna seguro para empilhar, içar e transportar, e traz a referência da aprovação e a data do próximo exame.

Um contêiner sem placa CSC válida não pode circular legalmente no transporte internacional. É por isso que ela é o documento de conformidade que importa para um contêiner, e é por isso que colocamos a placa em todo contêiner que fabricamos antes de ele sair.